Nas minhas pesquisas conheci o Sr. Milton Corrêia Gomes. Ele é agricultor e mora na fazenda Aleluia, região pertencente a Conceição do Imbé, localizado no interior da cidade de Campos dos Goytacazes. Ele disse que nasceu por essas terras e aos 20 anos, para trabalhar foi morar nas grandes metrópolis do sudeste e ficou por lá trabalhando durante 8 anos. Sr. Milton relatou que nunca ficou muito tempo sem matar a saudade do seu lugar de origem, ou seja, sempre aparecia em Aleluia. Um dia ele jogou tudo para o alto e voltou para a pacata comunidade. Hoje aos 63 anos, se sente feliz e diz que não troca Aleluia por nenhum lugar do mundo.
Também conheci e conversei muito com o Sr. Paulo Honorato. Com 50 anos, o Sr. Paulo reside na fazenda Cambucá, comunidade vizinha de Aleluia. Ele disse que seu avô contava que antigamente notou-se uma grande quantidade de pés de Cambucazeiro. Essa árvore produzia uma fruta chamada Cambucá, daí surgiu o nome do lugar.
Em seguida existe uma outra fazenda chamada Batatal. Segundo informações, antigamente naquelas terras se plantavam muito café e a fazenda se chamava Cafejava. Anos depois quando caiu a produção de café, plantou-se muitas batatas. Por isso o nome da localidade.
Essas fazendas ficam localizadas na região de Conceição do Imbé, que recebeu esse nome devido existir a muito tempo uma igreja pequena que tinha uma santa como padroeira na localidade.
Prosseguindo o diálogo com o Sr. Paulo, ele ainda contou que seu avô antigamente advertia as pessoas sobre um cachorro preto que andava pelas ruas de Aleluia em dias de lua cheia e depois da meia-noite. Quando alguém passava, principalmente se fosse de bicicleta, o cachorro aparecia dando passos em direção as pessoas, mas nunca mordia ninguém. Sr. Paulo ainda disse que quando instalou a iluminação pública, ninguém nunca mais viu e ouviu falar do cachorro preto.


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